Uma casa antiga com a rotina que a cidade conhece
A Casa Marajó existe desde 2011, no mesmo endereço, com o mesmo propósito: oferecer moradia e convivência a pessoas idosas que preferem não estar sós, mas que continuam conduzindo a própria vida.
Voltar ao inícioComo a casa começou
A Casa Marajó surgiu de uma pergunta que muitas famílias de Belém se faziam em silêncio: o que fazer quando um pai ou uma mãe não quer morar numa instituição, mas a casa da família já não dá conta do dia a dia com tranquilidade?
Em 2011, Dona Conceição Tavares — que por anos cuidou de sua própria mãe em casa — abriu as portas do sobrado da Travessa Padre Eutíquio para três moradores. Não como clínica, não como asilo, mas como uma casa de verdade: com cozinha que cheira, varanda que refresca e conversas que se prolongam depois do almoço.
Hoje a Casa tem dezesseis moradores e uma pequena equipe que conhece cada um pelo nome, pelo prato favorito e pelos dias em que preferem mais silêncio. O prédio está no mesmo lugar. A cozinha também.
O que orienta o dia a dia
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Respeito ao ritmo de cada um
Não há horário de dormir obrigatório nem programação que alguém precise seguir. O que existe são opções, e cada morador escolhe o que quer do dia.
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Cozinha com ingredientes do Pará
O cardápio da semana está sempre visível. A cozinha usa o que há de bom na feira: açaí, jambu, tucupi, pirarucu e as frutas da estação.
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Conversa aberta com as famílias
As famílias dos moradores permanentes têm uma conversa mensal com a equipe. Não há informações guardadas — a casa funciona melhor quando todos estão a par.
Quem cuida da casa
Uma equipe pequena, o suficiente para que todos se conheçam.
Conceição Tavares
Fundadora e Coordenadora Geral
Nascida em Marajó, vive em Belém há quarenta anos. Abriu a casa com a convicção de que envelhecer com boa companhia é um direito, não um privilégio.
Raimundo Moraes
Responsável por Atividades e Passeios
Organiza a programação semanal, cuida do transporte e acompanha os hóspedes diurnos desde a chegada até a partida antes da chuva.
Ana Sousa
Chefe de Cozinha
Cozinheira há vinte anos, nascida em Igarapé-Miri. Escreve o cardápio da semana às quintas-feiras com o que chegou de fresco na feira do Ver-o-Peso.
Padrões que orientam a casa
Não temos certificações de hospital. Temos princípios de casa que funcionam há mais de uma década.
Privacidade de cada morador
Os dados pessoais e informações de saúde dos moradores não são compartilhados com terceiros. A família recebe as informações que o próprio morador autoriza.
Segurança no prédio
O prédio possui extintores revisados, iluminação de emergência e corrimãos em todos os corredores e escadas. A vistoria do Corpo de Bombeiros está em dia.
Higiene alimentar
A cozinha segue as normas da Vigilância Sanitária de Belém. A manipulação de alimentos é feita por equipe com capacitação periódica em boas práticas.
Acesso e mobilidade
Todos os espaços da casa são acessíveis a pé, sem necessidade de escadas entre os cômodos principais. Os corredores cobertos garantem deslocamento interno sem exposição à chuva.
Transparência com a família
Além das conversas mensais, qualquer alteração relevante na rotina do morador é comunicada à família pelo canal de sua preferência, sem esperar o próximo encontro.
Convivência com respeito
A casa tem normas simples de convivência, discutidas com novos moradores na chegada. O objetivo é que todos se sintam em casa — não numa instituição com regras afixadas na parede.
Residência para pessoas idosas em Belém com culinária regional e ambiente familiar
A Casa Marajó ocupa um prédio de esquina em Batista Campos, bairro tranquilo e bem servido de transporte no centro de Belém. O prédio foi construído na década de 1940, com as características típicas da arquitetura belenense: pé-direito alto, janelas largas, pátio interno e corredores que conectam todos os ambientes sem exposição ao sol ou à chuva.
A residência atende pessoas idosas que se organizam de forma independente mas preferem não passar os dias em casa sozinhas. Não exigimos laudo médico para ingresso nem temos equipe de enfermagem — somos uma casa de convivência, não um estabelecimento de saúde.
O processo de entrada começa com uma visita presencial, seguida de uma semana experimental. Só depois há uma conversa com a família para definir o arranjo permanente. Essa sequência existe porque acreditamos que a decisão deve ser tomada com calma, com a casa conhecida de perto.
Venha conhecer a casa pessoalmente
A melhor forma de entender o que a Casa Marajó oferece é tomar um café aqui dentro. Estamos disponíveis para visitas de segunda a sábado pela manhã.
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