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Marajó
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Varanda da Casa Marajó com moradores conversando

O que famílias e moradores contam sobre a casa

Relatos de quem passou pela casa — alguns por uma manhã, outros por uma semana, alguns que ficaram. Em palavras deles.

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Relatos de moradores e famílias

Nomes e situações usados com autorização.

MF

Maria das Graças Ferreira

Filha de moradora, São Paulo – SP

Minha mãe mora aqui há dois anos. No começo eu estava com receio, porque ela é uma pessoa muito independente e não queria sentir que estava sendo "colocada" em algum lugar. A Conceição me explicou o processo com muita calma — visita primeiro, depois uma semana experimental. Minha mãe voltou para casa depois da semana e disse que queria ficar. Foi ela mesma quem decidiu.

Junho de 2025

JC

José Carlos Albuquerque

Morador, Belém – PA

Eu venho três vezes por semana, de manhã. Moro perto, mas ficar em casa sozinho de manhã cansa. Aqui tem almoço bom — a Ana faz uma moqueca que não tem em restaurante — e tem gente para conversar. Às vezes fico até o almoço, às vezes saio mais cedo. Nunca me perguntam por quê.

Julho de 2025

LN

Luciana Neves

Sobrinha de hóspede, Manaus – AM

Meu tio ficou duas semanas em julho enquanto eu resolvia algumas coisas em Belém e precisava de um lugar seguro para ele. Não estava esperando muito — ele é difícil de agradar. No final da primeira semana ele já sabia o nome de todo mundo na casa e tinha opinião sobre o cardápio da semana seguinte. Foi a primeira vez que ele pediu para ficar mais tempo.

Julho de 2025

RL

Rosa Lima

Moradora permanente, Belém – PA

Eu tinha medo de não ter privacidade. Mas é o contrário: ninguém me incomoda, tenho o meu quarto, saio quando quero. O que muda é que na hora do almoço tem gente, tem conversa. Gosto muito do pátio quando chove — fico olhando a chuva do corredor coberto enquanto tomo café.

Junho de 2025

AM

Antônio Mendes

Filho de moradora, Brasília – DF

Moro em Brasília e precisava de algum lugar para minha mãe em Belém que não fosse um asilo e não dependesse de mim estar lá todo dia. A conversa mensal com a equipe foi o que me convenceu — eu recebo um resumo do mês, do que ela fez, de como ela está. Não é um relatório médico, é uma conversa. Faz diferença para quem está longe.

Maio de 2025

VC

Vera Carvalho

Hóspede da modalidade diurna, Belém – PA

Vim por indicação de uma amiga que mora aqui. Inicialmente só queria experimentar a manhã com almoço. Chego de carro às oito, participo do que está acontecendo — às vezes é uma leitura em grupo, às vezes jogamos dominó — e saio após o almoço. O transporte estaria incluso, mas prefiro vir com meu carro. A cozinha é o ponto forte, sem dúvida.

Julho de 2025

Situações que a casa ajudou a resolver

Três situações reais que famílias costumam trazer quando nos procuram pela primeira vez.

O pai que não queria "asilo"

A situação

Sr. Pedro, 78 anos, morava sozinho em Belém enquanto os filhos estavam em outros estados. Recusava qualquer conversa sobre "lar de idosos" e ficava irritado quando o assunto aparecia.

O caminho

A filha marcou uma visita sem chamar de "avaliação". Ele veio tomar um café. Na semana seguinte, veio de manhã. Pediu para vir mais vezes. Após dois meses de manhãs regulares, perguntou se tinha quarto disponível.

Como ficou

Mora na casa há um ano e três meses. Continua saindo quando quer, mantém seus compromissos na cidade. A filha mora em São Paulo e vem a Belém a cada dois meses.

A visita que virou residência

A situação

Dona Amélia veio de Santarém para uma cirurgia eletiva em Belém. A sobrinha precisava de um lugar para ela ficar durante a recuperação — não uma clínica, mas um lugar com estrutura para ela não estar sozinha.

O caminho

Ficou duas semanas no quarto de canto. A recuperação foi bem, mas ela não queria voltar para Santarém tão rápido. A sobrinha entrou em contato sobre a modalidade permanente. Houve uma conversa com a família.

Como ficou

Mora na Casa Marajó há oito meses. Volta a Santarém a cada dois ou três meses para visitar a família. Quando viaja, o quarto fica guardado para ela.

Manhãs sozinhos numa cidade nova

A situação

Dona Norma se mudou para Belém para morar perto do filho, mas ele trabalhava durante o dia. As manhãs eram longas e ela não conhecia ninguém na cidade.

O caminho

Começou com duas manhãs por semana. O transporte incluído facilitou — o filho não precisava reorganizar o dia. Depois de um mês, aumentou para quatro manhãs.

Como ficou

Vem quatro dias por semana há mais de um ano. Fez amizades com outros hóspedes da modalidade diurna. O filho diz que ela conhece mais gente em Belém do que ele.

Onde encontrar a casa

Telefone

+55 91 3242-6058

Endereço

Travessa Padre Eutíquio 1834
Batista Campos, Belém – PA
CEP 66033-000

Visitas

Segunda a sexta: 8h às 17h
Sábados: 8h às 12h

14+

anos de funcionamento

16

moradores permanentes

180+

estadias semanais

4,8

média de avaliação

Quer conhecer de perto?

A melhor forma de entender se a casa é o que a sua família está procurando é vir tomar um café aqui. Uma manhã de semana resolve a maioria das dúvidas.

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